Me
  Dançando no escuro,onde me escondo da cruel verdade,e Me iludo da doce mentira,anestesias me livram da dor,mas não perdoam as cicatrizes,que continaum a me lembrar de um inferno de qual ainda não saí,mas que escondo de meus olhos,os cobrindo com um lençou,e dentro dele,crio um mundo no qual eu possa dançar,e finalmente ser jovem.Aos poucos,vou perdendo o medo e me despindo de todos os tecidos de quais eu cobria meu corpo,cobria minhas cicatrizes,e conforme a seda passa pela minha pele,vejo que minhas cicatrizes são apenas medalhas,medalhas de batalhas pelas quais eu já passei,batalhas das quais saí vivo,medalhas de que o que não me mata me deixa mais forte.Mas mesmo querendo abrir minha janela,e ver o mundo lá fora,sem mantas e livre,ainda tenho medo,pois minha cabeça é cobiçada,muito cobiçada pela ignorancia,que a quer em uma bandeja de prata,cervida com muito vinho e sorrisos sádicos,a pessoas ignorantes que não aceitam meu jeito de amar.Mas mesmo com medo de toda a dor que ainda virá,ando descalço em uma calçada de cacos de vidro,pois a dor vai nos moldando,como um manequim,e aos poucos nos deixando cada vez mais fortes,e com cada vez mais força,mais sabedoria e mais dor,um dia serei indestrutível,a prova de balas,e seu amor corrozivo não poderá mais entrar pelos meus ouvidos e corroer meus sentimentos,nem meu coração,e aí não irei mais chorar...